“No Caminho dos Elefantes” (Elephant Walk, 1953-54)

Neste sábado (08/01/11) assisti ao Filme “No Caminho dos Elefantes” (“Elephant Walk”, no original). Eletrizante, mesmo para um filme Hollywoodiano de 1954 (bom, não posso criticar muito, pois sou fã dos Clássicos de Hollywood, sobretudo aqueles das décadas de 50 e 60). Este filme é adaptado do romance de Robert Standish. Estrelado por Elizabeth Taylor, com apenas 22 anos e com uma beleza estonteante, Peter Finch e Dana Andrews. O drama trata da vida do jovem casal Ruth (Elizabeth Taylor) e John Wiley (Peter Finch). Recém casada, Ruth vai morar na grande mansão do marido, que vive em uma região da índia onde administra suas terras de plantação e produção de chá. A grande mansão, entretanto, foi construída pelo falecido matriarca Tom Wiley, pai de John, em uma região dominada por manadas de elefantes que por mais de cinco décadas vêem-se oprimidos e afrontados por terem sido usurpados do direito de passarem pelo vale, onde a mansão está heregida. Daí o nome “Caminho dos Elefantes”. Durante todo o filme, sente-se o clima de aflição por parte dos empregados de Wiley, que, constantemente, afugentam os elefantes do local. Há também a crescente frustração de Ruth, que recém casada, vê seu marido John refém do próprio passado do pai. John Wiley e seus criados perpetuam as tradições e custumes do falecido matriarca, o que aflige e deprime Ruth. Neste trecho, ainda início do filme, Ruth conhece um dos empregados de John, Dick Carver (Dana Andrews) que se apoixona por Ruth, tentando libertá-la da opressão de seu marido. Da metade para o início da parte final do filme, retrata-se a Índia assolada pela Cólera, o que obrigará Ruth e Dick desistirem de seus planos de fugirem do caminho dos elefantes para cuidarem da saúde dos empregados da propriedade de Wiley. Tendo sido a epidemia de cólera, por fim, controlada, a manada, por sua vez, revogará seu lugar que é de direito! O desfecho é surpreendente! Ilustrando, já aquela época, o que é a soberba e egoismo humano com relação a natureza e a revolta desta. Este clássico mistura drama, suspense e aventura, retratando muito bem a atmosfera dos filmes hollywoodianos da década de 50.

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