Linguística

Nesta seção há um histórico que reúne desde materiais didáticos para compreensão de temas básicos em Teoria Linguística abordados nos anos de iniciação científica, enquanto graduando do curso de Letras: Português-Inglês (2002-2007). Mais acima, há os materiais e artigos desenvolvidos no período de meu mestrado em Linguística (2008-2010), bem como minha dissertação de mestrado (2010) em PDF. Todos os materiais, de uma forma ou de outra, irão ajudar o internauta/ leitor a compreender temas basilares em Linguística como: Sintaxe, fonologia, morfologia em suas diferentes abordagens teóricas. Haverá,porém, um predomínio de uma abordagem formal que é a vertente teórica que norteia, ou suleia, meus estudos. Espero que apreciem! Rafael.

LINGUÍSTICA FORMAL

Recent papers

Proceedings:

BRAGA, Rafael Saint-clair Xavier Silveira . INVESTIGATING CLITIC DOUBLING GENERATION AND ITS STATUS IN KAYABI (TUPI-GUARANI, TUPI). In: IX Workshop on Formal Linguistics, 2012, Rio de Janeiro. IX Workshop on Formal Linguistics. Rio de Janeiro: Faculdade de Letras UFRJ, 2012.

A Sintaxe de interrogativas e a operação Mover Traço em Forma Lógica: observando a língua Ticuna. In: VII Congresso Internacional da Associação Brasileira de Linguística, 2011, Curitiba. Abralin Curitiba 2011. Curitiba: ABRALIN, 2011. v. 1. p. 3615-3629.

Slides apresentados em eventos, seminários e congressos (2012-2013)

CliticsKayabi

VIII CongresoInternacional da ABRALIN. Clíticos de Segunda Posição: Investigando o Redobro de Clíticos Pronominais e Sua Geração em Kayabí (Tupi-Guaraní). 2013

Slides apresentados em eventos, seminários e congressos (2005-2011)

Os  slides que se seguem foram apresentados em momentos distintos de minha formação em Linguística. Os primeiros slides exigem, por parte do leitor, uma intimidade com termos técnicos utilizados por especialistas, logo voltados para um público de Linguistas mais afinados com assuntos mais avançados em teoria linguística. Os útimos dois slides, por outro lado, foram apresentados  na XXVIII Jornada Giulio Massarani de Iniciação Científica (2006) enquanto fui estudante de iniciação científica nos anos de graduação. Apesar do jargão técnico também presentes nos dois últimos slides, estes procuram explicar de forma didática alguns fenômenos sintáticos dentro da Teoria de Princípios & Parâmetros de base chomskyana, bem como em Morfologia Distribuída, abordagem esta não lexicalista.

Comunicação ABRALIN2011 – Curitiba

A Sintaxe de interrogativas e a operação Mover Traço: observando a língua Ticuna

(Rafael Saint-Clair Braga )

Este trabalho propõe a operação Mover Traço para as interrogativas in-situ da língua indígena Ticuna (Isolada). Segundo Chomsky (1995), esta operação ocorre em Forma Lógica (LF), interface em que se estabelecem deslocamentos que foram procrastinados da sintaxe aberta. É nesta interface que as línguas aqui focalizadas, japonês, chinês e o Ticuna, obedecem às mesmas restrições da sintaxe estrita. A operação Mover Traço é aquela em que apenas os feixes de traços do constituinte são movidos para [Spec,CP], atendendo exigências do núcleo C, possuidor de traços [+FQu /+FWh]. Em suma, temos o Ticuna como uma língua que se comporta encobertamente da mesma forma que o japonês e chinês, corroborando a tese da Gramática Universal de que todas as línguas são iguais quanto à determinação de escopos possíveis.

Slides desta comunicação: rafaelsaintclairABRALIN2011slides

Artigo publicado no CD-Rom da ABRALIN2001: rafaelsaintclairABRALIN2011artigo

As interrogativas em Ticuna: propondo o movimento encoberto (Julho de 2010 – defesa de dissertação de mestrado)

Click here >> DissertacaoRafaelSlides

A Tipologia Wh- de algumas Línguas Indígenas Brasileiras: Explorando  a Sintaxe Aberta e Encoberta

(Semana de Seminários do Programa de Pós-Graduação em Linguística da UFRJ, novembro de 2009)

tipologiawh2009

Click here >> tipologiawh_rafael

Dando sequência à investigação contida em SOARES & BRAGA (2009), o presente trabalho  propõe-se a examinar a estrutura das interrogativas wh- de algumas línguas indígenas e, se possível, dentro da tipologia sintática das palavras wh-, adotadas por Cheng (1991) e Richards (1997).Através dos estudos de Oliveira (2007), constatou-se que a generalização feita por Cheng, para quem as línguas de sintaxe encoberta devem ser tipificadas por partículas interrogativas, não é válida para outras línguas, visto que as interrogativas em línguas indígenas como o Xavante, além de moverem-se em sintaxe aberta, apresentam partículas interrogativas antepostas à palavra wh-, possuindo uma periferia esquerda riquíssima dentro da proposta de expansão da camada complementizadora (CP) nos termos de Rizzi (1997, 1999, 2001).  Assim, valemo-nos da proposta de Richards (1997, 2001) para quem as línguas do mundo podem ser tipificadas da seguinte forma, concernente a palavras wh- múltiplas:

(i) Línguas como o servo-croata, búlgaro, húngaro e romeno apresentam palavras wh-múltiplas antepostas, ocupando posição de escopo em sintaxe aberta;

(ii) Línguas como o japonês, chinês, tibetano apresentam palavras wh-múltiplas in-situ em sintaxe aberta;

(iii) Línguas como o inglês em que uma palavra wh- ocupa posição de escopo e a outra permanece na base.

Ainda concernente à língua Xavante, Oliveira (2007) constatou que as palavras wh-múltiplas comportam-se no que poderíamos tipificar dentro da proposta (iii) nos termos de Richards (2001). Para o tipo (ii), teríamos o Ticuna.

Em trabalhos anteriores, comprovou-se que, para o Ticuna, as palavras /t-/ (correspondente ao morfema /wh-/ do inglês) são geradas in situ, depois de comprovada a independência do constituinte em relação ao clítico, que se omitido, faz com que a palavra /t-/ seja imediatamente gerada na posição de base (cf. Soares 2000). Também analisamos as estruturas wh-simples e múltiplas, bem como as relações de escopo de quantificadores na língua.

Com relação as palavras /t-/ antepostas em Ticuna, verificou-se que não significa a ocorrência de movimento em sintaxe aberta para posições de escopo (Spec de CP). Isto leva-nos a crer que palavras antepostas não constituem um bom dignóstico sintático para movimento (cf.Cheng 1991:19), visto poderem ter sido antepostas como resultado de um scrambling.

Concernente à questões wh-múltiplas, ao confrontarmos a proposta de Rudin (1988), adotada também por Richards (2001), que tipologiza línguas de absorção em IP e aquelas de absorção em CP, concluímos que para o Ticuna não há uma obediência ao Princípio de Superioridade, sendo comum na língua o scrambling das palavars /t-/, assim como comprovado por Boskovic (1998) para as línguas eslavas, podendo-se propor uma absorção (adjunção) em IP como em Japonês.Para o escopo de quantificadores, concluí-se que as relações de escopo em Ticuna revelam-se tão rígidas quanto o chinês e o japonês, comprovadamente tidas como línguas de sintaxe encoberta na literatura. Logo, poderíamos estipular o movimento de palavras wh- em forma lógica (LF), pois nesta interface tanto as palavras wh- quanto os quantificadores devem obrigatoriamente ocupar posições de escopo.

À guisa de conclusão, levantamos  uma questão relativa à existência de alguma língua indígena brasileira que tenha todas as suas palavras wh- ocupando posição de escopo em sintaxe aberta, tipo (i), como o servo-croata e o búlgaro. Se a proposta de Richards (1997, 2001) apresenta generalizações robustas que possam dar conta das línguas indígenas de tal forma a tipificá-las nas categorias acima, ainda é algo a ser investigado dentro desta nova linha de pesquisa.

Palavras-Chave: Sintaxe encoberta, Scrambling,  Ticuna,   Quantificadores, Escopo

Os operadores interrogativos em Ticuna:  Para uma proposta de movimento encoberto (ABRALIN40 anos 2009)

Trabalho apresentado em co-autoria com a Prof.Marília Facó Soares (MN/UFRJ) no VI Congresso Internacional da Abralin

abralin2009

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O presente trabalho focaliza o comportamento sintático dos operadores interrogativos das línguas do mundo concernente aos seus movimentos, aberto e encoberto, tema instigante para a teoria lingüística. De acordo com a proposta minimalista clássica, o movimento dos operadores interrogativos ocorre devido à necessidade de se ter o traço Qu-checado e em obediência a uma restrição de localidade (locality constraint), ou seja, a configuração deve ser local. Ademais, uma vez decorrido o movimento do constituinte, este precisa estar próximo ao núcleo complementizador (C), obedecendo à configuração de especificador de complementizador (specifier/head configuration). Neste locus sintático, tanto os traços Qu-, como os traços abstratos do núcleo C são checados – obedecendo-se ao princípio da Interpretação Plena  (Full InterpretationFI) de CHOMSKY (1995).

Um outro fator importante é que o movimento de constituintes obedece a uma restrição de economia (economy constraint), ou seja, o movimento precisa ser econômico, o mais curto possível dentro da configuração sintática. Esta proposta obedece à Condição de Elo Mínimo  (Minimal Link ConditionMLC), igualmente de CHOMSKY (1995), que é, de certa forma, uma reformulação do critério de Subjacência, proposto duas décadas antes quando vigorava a teoria padrão estendida (EST):

(1)   Whatido you think tiI should do ti ?

Entretanto, a grande questão em torno do estudo dos operadores interrogativos surgiu quando começaram a ser estudadas, de um ponto de vista formal, línguas naturais que apresentam o constituinte gerado in-situ (Huang 1982). Passou-se a questionar, assim, teorias formalmente já bem delineadas. Esse tipo de questionamento foi levantado, por exemplo, na versão da teoria conhecida como Regência e Vinculação (GB – Government and Binding), que, por sua vez, já questionava a Teoria Padrão Estendida (EST), como arquitetura de gramática que explicasse o fenômeno de deslocamento de constituinters gerados in situ.

Mesmo no Programa Minimalista de 1995, o princípio Full Interpretation (FI) parecia ser violado, pois, em línguas com o constituinte gerado in-situ, como chinês e japonês, os constituintes não são, aparentemente, movidos a uma configuração de especificador de complementizador (Spec de CP) para terem seus traços checados, localmente. O problema reside, então, em saber em que momento da derivação os traços são gerados e movidos. Chegou-se à conclusão de que línguas com traço Qu- forte apresentam movimento aberto pronunciável (overt) antes da linearização (Spell-Out), e que línguas de traço fraco só teriam os seus movimentos em uma sintaxe puramente abstrata que ocorre depois do Spell-Out na Forma Lógica (LF – Logical Form), de acordo com a proposta inovadora de Huang (1982).

A questão paramétrica entre movimentos aberto e encoberto, estabelecidos no Programa Minimalista, ainda é largamente discutida em Teoria da Gramática; e é nesta questão que o presente trabalho se firma. Para tanto, iremos considerar aspectos da Sintaxe de uma língua amazônica: o Ticuna – uma língua indígena geneticamente isolada, cujos falantes encontram-se em sua maior parte no Brasil, em uma extensa área do Alto Solimões, além de possuir falantes no Peru e Colômbia (Facó Soares 2000).

Concernente aos operadores interrogativos do Ticuna (ex. (ex.: tacü ‘que’, te’e ‘quem’), Facó Soares (2000:172) concluiu que os mesmos são gerados na base (in-situ) em adjunção ao complexo verbal.  Facó Soares (2000:172,173) chegou a essa conclusão após comprovar os seguintes pontos:

(i)    Não pode haver dois constituintes na camada periférica (domínio do CP) portadores de traço [+humano], “… podendo qualquer um dos dois ser tido como experienciador…”;

(ii)   A existência de clítico coindexado não a um suposto vestígio do operador interrogativo te’e, mas ao constituinte adjungido;

(iii) Omitindo-se o clítico, tem-se o operador te’e imediatamente à esquerda do verbo, in-situ , portando caso morfológico expresso através de morfema específico .

(iv)  Ocupando a posição de base, pode-se assegurar ao operador uma associação com o Caso acusativo-objetivo, constituído como o principal Caso estrutural da língua.

Logo, os operadores interrogativos do Ticuna apresentam Caso somente quando adjungidos ao verbo, sendo possível concluir que o caso morfologicamente  expresso no operador  é dependente do verbo. Facó Soares (2000:176) conclui que no Ticuna não ocorre movimento de seus operadores interrogativos e sim a indexação de sintagmas que “partem de elementos pertencentes à esfera do verbo”.

O principal  propósito deste trabalho é  agregar aos pontos levantados por Facó Soares (2000), com respeito aos operadores interrogativos do Ticuna, a hipótese de esta língua exibir as mesmas características descobertas por Huang (1982), que conferiu à Sintaxe do chinês relações lógicas em que os operadores gerados in-situ operavam movimentos dos mesmos em uma Sintaxe mais abstrata, na Forma Lógica (LF). Levantando a hipótese de que o movimento de sintagma Qu– ocorre de forma encoberta, depois do Spell-Out, em determinadas línguas, o presente trabalho situa seu principal objetivo  em torno desta pergunta: será que se pode enquadrar as interrogativas wh- no Ticuna em termos de parâmetro de movimento encoberto?

Para o estudo do comportamento sintático do constituinte wh- em Ticuna, pretende-se adotar o molde do Programa Minimalista de Chomsky (1995), assumindo-se “um modelo derivacional em que na operação de Mover, traços de núcleos sintáticos atuam como ‘atratores’ de traços abstratos que são gerados abaixo na árvore sintática e movidos para posições de escopo, considerando-se que a sintaxe encoberta é puramente constituída de movimento de traços abstratos” (cf. Richards 2002:6). Pretende-se também adotar a proposta de Richards (2002) em que a derivação obedece ao Princípio de ciclicidade que “obriga a derivação a ser bottom-up”, conforme já delineado por Chomsky desde seu artigo seminal ‘On wh-movent’ (1977).

Referências bibliográficas:

CHOMSKY, Noam (1995). The minimalist program. Cambridge: The MIT Press.

FACÓ SOARES, Marília (2000). O Supra-segmental em Tikuna e a Teoria Fonológica. Volume I: Investigação de Aspectos da Sintaxe Tikuna. 1. Ed. CAMPINAS: UNICAMP, v.1. 185 p.

HORNSTEIN,N et alii (2005). Understanding minimalism. Cambridge, CUP.

HUANG, C. –T. James (1982). Logical Relations in Chinese and the Theory of Grammar. Ph.D. dissertation, MIT.

RICHARDS, Norvin (2001). Movement in language: interactions and architectures. Oxford, UK: Oxford University Press.

Princípios e Parâmetros em Deslocamento de sintagma Qu-: Dados do Inglês (JIC-UFRJ 2006)

Os slides, abaixo, foram apresentados enquanto fui aluno de iniciação científica em Linguística sob orientação da Profa.Miriam Lemle (POSLING/UFRJ) e co-orientação da Profa.Aniela Improta França (POSLING/UFRJ).

Click here>> wh_ingles

Estes slides tem como objetivo apresentar um instrumento didático para esclarecer o fenômeno sintáticvo denominado deslocamento Qu- ou Wh-movement. A formação de sentenças interrogativas é baseada em um deslocamento de sintagma determinante morfologicamente marcado com o elemento Qu-, por exemplo: Que livro, Quais obras, Quanto tempo, Como (Quo modo), etc. O termo deslocamento é utilizado para realçar o fato de que há uma dissociação entre o sítio de pronúncia e o sítio de interpretação temático do sintagma movido:

(i) [Which books]i did  you  buy  ti ?

(ii) [Which masterpiece]i was stolen  ti in the Museum ?

Nestes exemplos, os sintagmas interrogativos [Which books] e [Which masterpiece] são pronunciados no início da frase mas a interpretação do papel temático é pós-verbal. O primeiro aspecto exibido nos slides é este deslocamento. Esta operação de deslocamento, entretanto, pode ser reaplicada inúmeras vezes, como se pode ver nos exemplos (iii) e (iv), abaixo, em que a oração onde o sintagma Wh- é interpretado é uma encaixada:

(iii) [which book]i do  you  think  ti that Paul bought  ti ?

(iv) [Which masterpiece]i that  the security guard  said  ti that  the police figured ti that was stolen ti by  the thief?

Nas representações (i), (ii), (ii) e (iv) o ti indica o sítio de origem e o sintagma Qu- co-indexado está no sítio que é o alvo do deslocamento, a posição de especificador de complementizador (doravante, [Spec,CP]).

A teoria gerativa de Princípios & Parâmetros propõe uma sucessão de deslocamentos em que o sintagma movido pelas posições de [Spec,CP], subindo sentença a sentença, até o complementizador da mais alta de todas como explicação para esse relacionamnento à longa distância entre a palavra /Qu-/ e o seu sítio de interpretação. Este deslocamento sucessivo também é ilustrado nos slides acima, por meio de animações criadas no próprio Power Point (ppt). Estes slides atendem uma necessidade didática presente nos cursod de graduação em Linguística dedicados à teoria da gramática gerativa de base chomskyana.

Reanálise e mudança lingüística (JIC2006)

Click here >> Reanalise

Ao adotar um modelo de gramática mais modular, neste caso a Morfologia Distribuída, em que o léxico é montado fase a fase através da atividade dinâmica de três listas, cada uma delas responsável por uma tarefa, percebemos que é possível se explicar o fato de palavras etimologicamente aparentadas terem perdido o seu significado original. A razão para tal fato é a perda da camada morfológica com o primeiro morfema categorizador onde recaía a leitura primeira em que ocorre a negociação da arbitrariedade saussureana, a Lista 3, Enciclopédia. Com a perda desta camada a concatenação passa para a camada acima. A sintaxe por sua vez fica mais rasa e a leitura da integração da raiz com uma peça vocabular categorizadora passa a ser diferente da original, deixando o parentesco entre palavras muito mais distante em conseqüência da análise feita pelo falante nativo da nova geração.

Onde se prendem os prefixos? (JIC2005)

Onde se prendem os prefixos?

Onde se prendem os prefixos?

Click here >> ondeseprendemprefixos

O que é  apresentado nesta comunicação é uma etapa do nosso trabalho anterior à que corresponde ao título proposto. O nosso objetivo inicial era captar o processamento no interior de palavras complexas, demonstrando a diferença entre processar prefixos e processar sílabas sem natureza morfêmica.Faríamos isto usando a metodologia de priming, que consiste em, medindo Tempo de Reação, comparar o efeito de priming morfológico por prefixos com o efeito de priming apenas fonológico. Por exemplo, em prezar e pregar a sílaba /pre / é parte da raiz dos verbos, mas em  pressentir e predizer temos o  prefixo pre. No decorrer da tarefa de montar a amostra de palavras com prefixos, nos demos conta de que há muitas diferentes posições sintáticas onde os prefixos podem se prender. Mas se esse fator não fosse controlado, o nosso experimento seria falho, porque o conjunto de palavras que classificávamos como compostas por prefixos era na verdade um conjunto bastante heterogêneo. O que passaremos a mostrar aqui é um estudo gramatical: a descoberta da grande variedade de posições sintáticas em que se podem prender os prefixos.

LINGUÍSTICA APLICADA

Eventos em Linguística Aplicada e aquisição de língua estrangeira por alunos EFL

Os materiais abaixo alocam-se em outra linha teórica conhecida genericamente como Linguística Aplicada, que também é teórica. Por outro lado, esta diferencia-se da abordagem formal por considerar fenômenos de outra natureza que não apenas o inatismo de estruturas mentais. Os trabalhos a seguir contemplam situações de ensino-aprendizagem de língua estrangeira (inglês)no contexto de sala de aula. O primeiro trabalho é um artigo escrito em co-autoria com a Profa.Sylvia Nagem Frota juntamente com outros colegas, que àquela época,assim como eu, eram estudantes de graduação. Este trabalho explora a elaboração de um material didático, intitulado “Filling The Gaps: Colloquial Vocabulary for EFL Classes” cuja premissa é ajudar professores a trabalharem com vocabulário coloquial com seus alunos.  Este trabalho foi apresentado na XI Semana de Estudos Anglo-Germânicos (evento organizado anualmente pelo Departamento de Letras Anglo-Germânicas da FL/UFRJ) EM 2003, tendo sido somente publicado cinco anos depois, em 2007. O presente artigo encontra-se abaixo, bastando clicar no título em azul.

Cânone e Dissidências

Cânone e Dissidências

Filling The Gaps: Colloquial Vocabulary for EFL Classes

Rafael Saint-Clair Xavier Silveira Braga

Luiz Agrizi Neto

Ulisses Araújo Silva

Orientadora: Profa.Dra.Sylvia de Fátima Nagem Frota

Referência catalográfica deste artigo:

FROTA, S. F. N. ; BRAGA, Rafael Saint-clair Xavier Silveira ; AGRIZI NETO, L. ; SILVA, U. A. . Filling the Gaps: Coloquial Vocabulary for EFL Classes. In: KESTLER, Izabela Maria Furtado ; MELO, Sílvia Boger de ; ROCHA, Roberto Ferreira da. (Org.). Cânone e Dissidências. 1 ed. Rio de Janeiro: Serviço de Publicações/FL UFRJ, 2007, v. 1, p. 106-111. 

Os Sons do Inglês

O segundo, e último trabalho em LA,  foi apresentado na XIV Semana de Estudos Anglo-Germânicos em 2006 cujo evento ficou conhecido como “Fabricações Discursivas: realidades em construção”. Embora o trabalho tenha sido apresentado neste evento, este não resultou em um artigo a ser publicado em revista. Porém, os slides elaborados dão idéia do que poderia ter sido, caso publicado. Este trabalho foi apresentado em co-autoria com a colega Carolina Barcellos Polido e orientado cuidadosamente pela Profa. Aurora Maria Soares Neiva quando éramos monitores da disciplina de graduação por ela lecionada (Inglês 5: Fonética & Fonologia do Inglês Americano Geral – GAE). Os slides do trabalho correspondente encontram-se abaixo, e seu resumo imediatamente abaixo

O Tratamento dos Sons no Método Comunicativo

O Tratamento dos Sons no Método Comunicativo

O tratamento dos sonsno método comunicativo (2006)

Rafael Saint-Clair Xavier Silveira Braga & Carolina Barcellos Polido

Orientadora: Profa.Dra. Aurora Maria Soares Neiva.

O método comunicativo tem por finalidade a promoção da interação entre aprendizes, muitas vezes em detrimento da abordagem dos sons da língua alvo, neste caso o inglês como língua estrangeira (EFL). O que propomos aqui é o tratamento de aspectos fonéticos e fonológicos da língua alvo dentro da abordagem comunicativa, conforme sugerem Celce-Murcia, Brinton e Goodwin (1996), através de atividades envolvendo sons que, de um modo geral, representam dificuldade para o aluno brasileiro. Estas dificuldades serão o coco dos exercícios que elaboramos para esta comunicação.

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